Porta da cozinha: casa, classe e trabalho do cuidado
O espaço doméstico como mapa de poder: divisão de áreas, regras de circulação, “discurso da igualdade” e conflitos de classe/gênero. Migração, maternagem e “reprodução estratificada” como eixo dramático de Que Horas Ela Volta?.
A carpintaria do roteiro na obra da diretora
Processos longos de desenvolvimento, versões, além da lógica de construção por reescrita e maturação, com Que Horas Ela Volta? atravessando décadas e dialogando com Durval Discos e É Proibido Fumar.
Nostalgia, metrópole e trilha como personagem
Durval Discos pela chave da Tropicália (sobrevivências, choques, colagens) e pela função narrativa do som: a trilha como motor de ritmo/virada, a tensão “lado A/lado B”, e a nostalgia do analógico em confronto com a cidade.
Corpos em disputa: identidade, família e política
Como Muylaert filma pertencimento e conflito quando a família deixa de ser “porto seguro”: identidades e construção de gênero em Mãe Só Há Uma e, em paralelo, o gesto documental de observação do poder em Alvorada.